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Quando devemos nos preocupar com o desenvolvimento da criança?

Atualizado: 6 de Dez de 2018



Atualmente muito se discute sobre o desenvolvimento infantil e sobre as alterações do comportamento, que são cada vez mais conhecidas e difundidas. Dentre as principais preocupações encontra-se, diagnosticar de forma precoce e correta, uma das alterações mais incidentes na infância e adolescência, que afeta aproximadamente 5% da população em idade escolar, que é a TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). Este transtorno, de caráter neurológico, funcional e genético, tem seu diagnóstico iminentemente clínico, e quanto mais precoce a sua abordagem, maiores serão as chances de tratá-lo de forma adequada.

Algumas situações que ocorrem comumente com as crianças podem, ser indícios de TDAH, como dificuldade em focar um objeto, dificuldade em completar tarefas, facilidade para perder objetos, viver no “mundo da lua” ou ficar “alucinado” com algo, podem, dependendo de sua incidência ser indicativos desta patologia.

Outra patologia bastante importante é o Autismo, cientificamente conhecido com Transtorno do Espectro Autista, é uma síndrome caracterizada por problemas na comunicação, socialização e no comportamento, geralmente diagnosticado entre os 2 e 3 anos de idade. O diagnóstico é clínico, portanto depende da avaliação de profissionais muito qualificados – os sintomas podem ser leves e até passar despercebidos por um tempo, às vezes interpretados como timidez, falta de atenção ou mesmo excentricidade, ou podem se apresentar de forma moderada a grave, de mais fácil observação.

A melhor estrutura para acolhimento, diagnóstico e tratamento, conta com uma equipe Multidisciplinar – profissionais nas áreas de Psiquiatria Infantil, Neuropediatria, Psicopedagogia, Psicologia, Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, para garantir uma abordagem completa, integrada e preparada para a complexidade dos diagnósticos e o desafio do tratamento destas crianças.

Para um direcionamento a pais e educadores, segue abaixo uma orientação bem objetiva:


É importante observar os marcos do desenvolvimento – habilidades que devem ser adquiridas em cada idade. Caso haja atrasos, a criança deve ser avaliada e, principalmente, estimulada na área afetada.

Fique atento e procure ajuda se:

· a criança não fala próximo aos 18 meses de vida;

· não caminha sozinha aos 18 meses de vida;

· não se interessa por outras crianças com idade semelhante;

· não aponta quando algo lhe chama a atenção;

· não responde ao chamado do seu nome;

· é muito irritada, agressiva, ou difícil de consolar;

· apresenta “manias” ou “tiques” que atrapalham as atividades do dia-a-dia;

· não consegue se alfabetizar ou evoluir na aprendizagem.

Não é necessário fechar um diagnóstico para iniciar a ajuda e a estimulação adequadas. O quanto antes a criança receber a ajuda necessária, mais rapidamente vai recuperar o atraso e desenvolver o seu potencial.




Dra Gabriela Casagrande Dagostim

CRM/SC : 15657

Pediatria: RQE 12231

Pediatria Neurologia Pediátrica: RQE: 13166



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Responsável Técnico Dra. Denise Aparecida Nogueira de Lima CRM/SC 15.519

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