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Psicóloga orienta como controlar o uso de aparelhos eletrônicos das crianças durante a Pandemia





Dificuldade de concentração para os estudos, muita energia para gastar, necessidade de atenção total dos pais. A nova realidade da pandemia tem sido um desafio para muitos pais. Outro fator é o contato com tablets, celulares, notebooks, videogames e demais aparelhos eletrônicos. Com o objetivo de saber qual o limite de acesso diário, a Clínica Medical Kids destaca as orientações da Psicóloga Sheila Mangoni.


Sheila Mangoni (CRP: 07/11887) possui Especialização em Terapias Cognitivas, é Instrutora de Mindfulness em Formação, possui 17 anos de experiência com psicoterapia para crianças, adolescentes e adultos em clínica privada. Atuou por 12 anos no setor público com psicoterapia para crianças, grupos de orientação a pais e oficinas terapêuticas.


Conforme Sheila, o tempo em aparelhos eletrônicos deve ser controlado pelos pais. A Sociedade Brasileira de Pediatria destaca que se evite a exposição a aparelhos eletrônicos/telas para crianças menores do que dois anos; para crianças de dois a cinco anos, no máximo uma hora podia com supervisão dos pais; de seis a 10 anos, até duas horas por dia, também com supervisão dos pais e para a idade de 11 a 18 anos, até três horas por dia.


“O uso excessivo de aparelhos eletrônicos já vinha acontecendo antes e durante a pandemia aumentou. É importante ajudar os filhos a terem ideia do que podem fazer. Algumas atividades como construção com legos, desenhos, obras de arte, pegar sucata e inventar coisas, brincar de esconde-esconde pega-pega. Quando os pais não estão disponíveis, podem conversar e dar sugestões aos filhos do que eles podem fazer”, aconselha Sheila.


Crianças muito pequenas não tem noção de que o pai e mãe estão trabalhando. O ideal é que a mãe tenha um ambiente em que possa ficar com a porta fechada e que a criança não circule. Caso não seja possível, pode-se, por meio do diálogo, com crianças maiores de cinco anos, estabelecer algumas regras: rotinas de casa, horário pra estudar, para se divertir, horário de dormir e das refeições. Os pais podem orientar os filhos para atividades que possam fazer enquanto eles estão no trabalho remoto e podem separar pequenos intervalos para brincar com as crianças e pedir a colaboração deles.


Outra situação comum é a birra para executar as tarefas da escola. Os pais podem ficar atentos ao que está acontecendo com a criança. “Quando meu filho chora porque eu disse que não poderia brincar fora de casa e ele tem um ataque de choro e se joga no chão, preciso entender o contexto da situação”, destaca.


Sheila orienta que em primeiro lugar os pais devem entender o contexto da situação e nomear a emoção validando o que a criança está sentindo. ‘”Estou percebendo que você está irritado porque a mamãe não te deixou sair. Uma fala assim gera uma relação de empatia. Comportamentos de rechaço, de crítica, de anulação de emoções devem ser evitados. A irritação ou birra é consequência de algo que vem antes como cansaço, sono, fome, frustração porque os pais não deixaram a criança fazer algo”, destaca Sheila. Após entender essa reação, os pais podem comunicar de forma assertiva como que podem resolver essa situação expondo alternativas.


No caso dos bebês, os pais podem perceber o que a criança está necessitando, se é um abraço, conforto ou se precisam levá-la para dormir. É preciso agir conforme o que a criança não conseguiu dizer, não no comportamento em si. A psicóloga destaca ainda que gritar ou brigar não vai resolver a questão. “Algo importante para os pais ficarem atentos é não ceder as combinações, não prometer algo que não vá cumprir, porque assim cai em descrédito com a criança. Os pais também devem perceber se estão tranquilos para conversar com a criança, pois se eles estiverem com ânimos exaltados poderão criar conflitos maiores e a criança tem a tendência de repetir o comportamento por saber que os pais podem ceder”, orienta.


O que fazer quando as crianças não querem estudar?


Conversar, instigar a responsabilidade e autonomia para decidirem. Essa é a orientação da Psicóloga Sheila. “Os pais podem conversar e exigir que façam o básico. Podem acentuar situações como, você acha que vale a pena a gente cancelar a escola esse ano? Você vai gostar de repetir o ano? Talvez vai trocar de colegas, como é isso para você? Ou você prefere se esforçar um pouquinho? Os pais podem ser empáticos e reforçam que entendem que pode ser chato estudar em caso, que não é tão legal quanto ir à escola, mas que é necessário”, pontua.


É importante explicar para as crianças a necessidade de um esforço básico. “Os pais também preparar o ambiente para que a criança possa se concentrar o máximo possível, que ela tenha os objetos necessários para que possa estudar, tenha acesso a computador, caderno, lápis, enfim ao que precisar para aquele momento, um local tranquilo e sem distrações”, reforça Sheila.


Os pais são os que mais conhecem os filhos e podem identificar a melhor maneira de conduzir a motivação. “Podem elogiar, dizer que logo vai terminar, utilizar a criatividade, agir com bastante paciência e persistência”, aponta.


Texto por: Liziane Nathália Vicenzi - Assessoria de Comunicação Clínica Medical Kids

Jornalista - MTB 6142

Crédito da imagem: revista Veja

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