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Clínica Medical Kids responde: como melhorar a saúde mental das mães no isolamento social?




Desde que a pandemia começou tem-se observado aumento do número de pessoas com ansiedade, estresse, depressão ou sintomas mais isolados como irritabilidade e alteração na alimentação. São muitos os relatos de “ataques à geladeira”, sono desregulado ou mesmo dificuldade para dormir. Medo, ansiedade e tristeza são algumas das emoções vivenciadas nesse período. E como está a saúde mental das mães que precisam conciliar trabalho, filhos, casa e produtividade? Com o objetivo de responder a esses e outros questionamentos, a Psicóloga da Clínica Medical Kids, Sheila Mangoni orienta quais os melhores cuidados em relação à saúde mental das mães durante o isolamento social.


Sheila Mangoni é Psicóloga (CRP: 07/11887) da Clínica Medical Kids, possui especialização em Terapias Cognitivas, é Instrutora de Mindfulness em Formação, possui 17 anos de experiência com psicoterapia para crianças, adolescentes e adultos em clínica privada. Atuou por 12 anos no setor público com psicoterapia para crianças, grupos de orientação a pais e oficinas terapêuticas.


Como lidar com a cobrança excessiva de produtividade?


Segundo Sheila, as mães que estão trabalhando em casa precisam administrar, além do próprio trabalho, o estudo das crianças, o cuidado com a casa e atenção para a família. Se não estiverem trabalhando, também podem sentir-se angustiadas, perdidas e precisam saber lidar com a falta de rotina. “O confinamento pode deixar as pessoas mais irritadas, com pouca tolerância à frustração e mais sensíveis, chorando por pequenos motivos”, destaca Sheila.


A psicóloga destaca que em primeiro lugar é fundamental não se cobrar pensando que a produtividade deve ser a mesma que antes da pandemia. “É importante que as mães possam perceber como estão passando por essa situação. Se estão sentindo preocupação ou ansiedade porque isso acaba passando para as crianças. Quanto menor a criança, mais vai absorver o que os pais sentem”, reforça Sheila.


Para lidar com essa cobrança excessiva, a psicóloga destaca que manter uma rotina é importante com horário para acordar, se alimentar e dormir. “Delimitar horário para trabalho também é importante. Quando trabalhamos à distância, muitas vezes não colocamos esse limite e as coisas se resolvem por meios tecnológicos, não tem a barreira de ‘bater o cartão e sair’. Por esse motivo, é importante a pessoa delimitar o horário de trabalho para que possa ter momentos de descanso”, aponta.


Tentar ser multitarefa também não é indicado pois há grandes chances de aumentar a ansiedade e estresse além de não garantir que ocorra maior produtividade. Sheila orienta para a prática de atenção plena (mindfulness), ou seja, trabalhar com pequenos momentos de presença e atenção nas coisas que está se fazendo. A pessoa pode dar-se conta de que está sentada com ombros tensos, então pode relaxar os ombros, pequenos momentos de check-up para sentir o corpo, emoções e identificar os pensamentos. Momentos de respiração profunda ajudam a aliviar o estresse e a perceber as emoções.


O momento de descanso também é fundamental para uma boa qualidade de saúde mental. “As pessoas podem se guiar, pensando no que faz bem pra si e podem se questionar: ‘o que me faz sentir relaxado, o que aumenta minha energia?’, por exemplo, ler um livro, tomar um banho mais demorado, ver uma série, praticar atividade física, trocas de afeto, carinho. Tudo isso produz bem estar e felicidade. Ou seja, essas atividades liberam ocitocina, noradrelina, serotonina, dopamina, que são responsáveis por diminuir sintomas de estresse, ansiedade e depressão”, salienta Sheila.


Como controlar os pensamentos de medo?


Focar no que realmente se pode controlar. A psicóloga explana que não temos controle sobre os pensamentos. “Um caminho é questionarmos se aquele pensamento tem alguma evidência real ou se é algo que a mente produziu. Se não existir uma resposta contundente, não precisa se preocupar com isso. Isso tem fundamento? Posso fazer algo para mudar algo? Se sim, me movo em direção a essa mudança e, do contrário, aceito que não tenho controle sobre isso. Muitos dos nossos pensamentos que se referem a questões futuras não temos controle, são apenas pensamentos e não quer dizer que estejam acontecendo. É necessário tirar algumas cargas em função do que nossa mente produz”, aponta.


Um exemplo é o medo de contrair a Covid-19. Se a pessoa perceber que tem medo de contrair a doença pode, em um primeiro momento, pensar em quais aspectos tem controle: imunidade, alimentação saudável, exercícios físicos, higiene, cuidados com a saúde mental. Se todos esses passos foram seguidos corretamente, os pensamentos de preocupação, estresse e medo devem ser evitados.


E as notícias?


Sheila orienta para que seja evitado o excesso do consumo de informações e notícias ruins para evitar preocupação ou medo. Uma alterativa é acessar uma vez ao dia notícias de veículos de comunicação confiáveis.


Como as crianças podem colaborar?


Crianças muito pequenas não tem noção de que pai e mãe estão trabalhando. O ideal é que a mãe tenha um ambiente em que possa ficar com a porta fechada e que a criança não circule. Caso não seja possível, pode-se, por meio do diálogo, com crianças maiores de cinco anos, estabelecer algumas regras: rotinas de casa, horário pra estudar, para se divertir, horário de dormir, das refeições. Os pais podem orientar os filhos para atividades que possam fazer enquanto eles estão no trabalho remoto, podem separar pequenos intervalos para brincar com as crianças e pedir a colaboração deles.


O tempo em aparelhos eletrônicos também deve ser controlado pelos pais. A Sociedade Brasileira de Pediatria destaca que se evite a exposição à aparelhos eletrônicos/telas para crianças menores do que dois anos; para crianças de dois a cinco anos, no máximo uma hora podia com supervisão dos pais; de seis a 10 anos, até duas horas por dia, também com supervisão dos pais e para a idade de 11 a 18 anos, até três horas por dia.


“O uso excessivo de aparelhos eletrônicos já vinha acontecendo e durante a pandemia aumentou. É importante ajudar os filhos a terem ideia do que fazer. Algumas atividades como construção com legos, desenhos, obras de arte, pegar sucata e inventar coisas, brincar de esconde-esconde pega-pega. Quando os pais não estão disponíveis, podem conversar e dar sugestões aos filhos do que eles podem fazer”, aconselha Sheila.


Quando é indicado procurar terapia?


A orientação é a mesma para mães e para as crianças. É preciso atentar como se está lidando com as atividades, se está conseguindo administrar ou se precisa de ajuda e principalmente prestar atenção aos sinais de alerta. Sheila explica que a alimentação e o sono são grandes reguladores da vida saudável. “Noites de sono mal dormidas e desregulação na alimentação são sinais de que algo não está bem. O Brasil é o país com pessoas mais ansiosas no mundo e casos de depressão tem aumentado consideravelmente. Tanto os pais quanto os filhos podem procurar ajuda e devem fazer isso quando acharem necessário”, orienta Sheila.


Texto por: Liziane Nathália Vicenzi - Assessoria de Comunicação Clínica Medical Kids

Jornalista - MTB 6142

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